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“O meu filho é sonhador e não é um criminoso”

HUNGRIA

“O meu filho é sonhador e não é um criminoso”

TÂNIA LARANJO

Está calmo, tal como o filho.

Diz que estão de consciência tranquila e que Rui não é um bandido. “O meu filho é um sonhador, não é nenhum criminoso”, diz ao CM o pai do pirata informático, explicando que Rui Pinto não tem qualquer fortuna. “Tem quatro mil e quinhentos euros na conta bancária. Como vive? Ajuda no Football Leaks, não é novidade para ninguém, e é normal que receba ajudas por isso. E ainda há a fundação americana que apoia jovens como ele, os idealistas”.

Para o familiar, que acompanha Rui em Budapeste, Hungria, onde o jovem está em prisão domiciliária à espera da decisão sobre a transferência para Portugal, o suspeito de ter sido o hacker do Benfica agiu sempre com bons propósitos. Recusasse a dizer se foi o filho quem entrou nos mails das águias – “nunca me disse o que fez” masgarante que tudo o que fez foi por “nojo” à podridão no futebol. “Ele é adepto do FC Porto, mas foi a um jogo na vida. Ele sabe distinguir o bem do mal”.

O pai assegura que Rui Pinto nunca foi pago por terceiros: “Conheço o meu filho.” Relativamente à detenção, diz que Rui Pinto não tentou fugir. “Eu percebi na terça-feira que a polícia estava aqui à porta, mas ele ia fugir porquê? O meu filho nunca o fez e nunca o fará. E o que eu lamento foi terem-me sequestrado durante meia hora.

Isso sim foi grave “, acusa. NOTÍCIA EXCLUSIVA DA EDIÇÃO EM PAPEL

Espreita à janela porque advogados não querem que fale

Rui Pinto surge à janela de forma amiúde. Espreita, para saber se a reportagem do CM ainda se encontra no exterior da casa. O hacker está aparentemente tranquilo e diz que não quer falar porque os advogados não deixam.

“É a primeira batalha”.

“Se ele fosse rico não morava neste apartamento”

Rui Pinto vive há cinco anos na Hungria. Nunca tentou sair da capital, Budapeste, tendo apenas mudado três vezes de casa. O pai do suspeito garanto que o fez porque estava a dividir o apartamento com estrangeiros e este último oferecia melhores comodidades. O familiar diz ainda que foi o fiador da casa porque Rui Pinto não tinha dinheiro.

“Se ele fosse rico não morava aqui. E se quisesse fugir bastava ter ido para a Ucrânia.

Nunca seria apanhado.”

PEDIDA PROTEÇÃO POR MEDO DE REPRESÁLIAS

Após a divulgação da identidade de Rui Pinto, a família diz ter recebido ameaças. Chegaram a pedir proteção com medo de que adeptos se quisessem vingar, por haver suspeitas de que foi o hacker do Benfica.

Intrusão no ‘face’ e no mail do pai

O pai de Rui Pinto garante que o seu Facebook e mail pessoal foram também ‘atacados’ . Chegou a apresentar queixa na Polícia Judiciária do Porto, mas até agora ninguém foi acusado.

“Quero saber quem o fez e com que motivo. Quero justiça”, afirma ao CM.

PORMENORES

Descarregados a dia 10

Os novos mails referentes ao Benfica foram descarregados no dia 10, embora só tenham sido tornados públicos oito dias depois, por um blog.

Dizem respeito ao diretor financeiro dos encarnados.

Pulseira eletrónica

Rui Pinto tem uma pulseira eletrónica e não pode passar o portão de acesso à sua casa.

Caso o faça, as autoridades são de imediato alertadas e o jovem hacker é preso.

Família ajuda

A família de Rui Pinto está a ajudá-lo. O pai e a madrasta estão agora na Hungria a acompanhá- -lo, enquanto não há decisão de um tribunal superior.

Acompanha notícias

Rui Pinto vê televisão portuguesa na Hungria e tem acompanhado todas as notícias.

Soube sempre que era procurado pelas autoridades.

Apoio em Estugarda

No domingo, num jogo do Estugarda, num cartaz colocado nas bancadas, lia-se um pedido às autoridades húngaras para que libertem Rui Pinto.

Caso da Doyen

No caso da Doyen há duas versões para a mesma história.

A Doyen diz que foi vítima de extorsão, Rui Pinto assegura que foi aliciado. Aníbal Pinto, que o defendeu, fala em cilada.

Advogado alerta para cooperação com França e Suíça

Rui Pinto é definido pelos advogados como “um grande ‘whistleblower’ [denunciante] europeu”. William Bourdon, um dos seus defensores, explicou numa recente entrevista, após a audiência em tribunal,

que a extradição de Rui Pinto para Portugal poderia impedir a colaboração do pirata informático com algumas administrações fiscais europeias interessadas. “Será extremamente paradoxal enviar Rui Pinto para Portugal ao mesmo tempo que ele está em ativa cooperação com o procurador financeiro de França, e emperspetiva de trabalhar com o procurador suíço.

Rui Pinto concordou em colaborar. Extraditá-lo seria impedir esta colaboração”, defende.

Segundo Bourdon, Rui Pinto pode ajudar o Fisco de vários países europeusa “recolher largas somas de dinheiro, multas, penalidades, tudo no interesse do contribuinte europeu”.

“Acrescento, não há dúvidas que a administração fiscal portuguesa está também interessada”, avisa.

Bourdon, recorde-se, já defendeu Julian Assange (fundador do WikiLeaks) e Edward Snowden (que revelou o sistema de vigilância da NSA).

PJ desconhecia colaboração com outros países

A Polícia Judiciária desconhecia qualquer colaboração de Rui Pinto com outras entidades judiciais, na Europa e nos Estados Unidos. O CM sabe que as autoridades portuguesas estão também disponíveis para receber a colaboração do hacker português, cujas denúncias podem também dar origem a outras investigações. Tal situação só será avaliada se o mandado de detenção europeu for cumprido, o que pode acontecer já em março.

“Não foi o Rui quem provocou a Polícia Judiciária”

O pai de Rui Pinto diz que não foi o seu filho quem es creveuno Football Leaks “se conseguirem apanhem-me” . O repto era para a PJ, mas o familiar garante que foram outros afazê-lo. “O meu filho não me mente. Ele disse-me que não e eu acredito. Não foi o Rui quem provocou a Polícia Judiciária, ele nunca achou sequer que tinha de ser apanhado”, garantiu o mesmo familiar em exclusivo ao CM.

“Deixei o meu telemóvel dentro do micro-ondas”

O pai de Rui Pinto reconhece que não levou telemóvel para Budapeste para tentar evitar as escutas da PJ. “Sabia que estava a ser escutado, obviamente que tomei cuidados. E deixei o telemóvel no micro-ondas para não conseguirem apanhar nada”.

COMPUTADOR | NÃO QUER DAR SEGREDOS

Rui Pinto não quer que a Polícia Judiciária tenha acesso aos seus segredos. A defesa vai tentar contestar a apreensão do computador e dos discos rígidos, alegando que se trata de informação que está a ser investigada noutros países. A PJ quer ver tudo o que está no computador e requereu o envio das provas.

JUÍZA | DÁ 60 DIAS PARA DECISÃO

A juíza que ouviu Rui Pinto deu 60 dias de prazo para que o tribunal superior se pronuncie sobre a transferência do hacker para Portugal. O jovem recusou sair de livre vontade do País e os advogados vão tentar contestar o mandado de detenção europeu. Não querem que Rui Pinto venha a ser julgado pelo caso relativo à Doyen.

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PRESCRIÇÃO SÓ APÓS DOIS ANOS

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