Notícias do dia

Nove procuradores rejeitam o processo de falência do BES

Nove procuradores rejeitam o processo de falência do BES

Providência cautelar contra a PGR revela que o caso BES, com 617 volumes, foi rejeitado por nove procuradores do Ministério Público. Um deles é a diretora de novo departamento central criado p…

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Uma TAP a voar baixinho

Miguel Poiares Maduro
Professor universitário

Depois de o Governo nos ter dito que tinha revertido a privatização da TAP no final de 2016, diz-nos agora, quando o Estado reforça a sua posição, que não a nacionalizou. Confuso? Eu também. Para além dos…

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Inquilinos perderam direito de preferência

PRÉDIOS P.26

Inquilinos perderam direito de preferência

WILSON LEDO

O Tribunal Constitucional (TC) chumbou a lei que prevê o direito de preferência a inquilinos nas vendas de prédios em propriedade vertical, isto é, que não estão divididos em frações. “Sacrifica excessivamente o direito à livre transmissibilidade do prédio, sem satisfazer o objetivo da estabilidade habitacional” , justificou. A decisão chegou quase dois anos depois de PSD e CDS-PP pedirem a fiscalização sucessiva da lei. O diploma definia que, em caso de venda de prédios em ^propriedade vertical, o inquilino teria direito de preferência sobre a área que ocupava, tornando-se

coproprietário, com as responsabilidades associadas. O acórdão realça que tal condição “pode criar uma situação de maior ‘instabilidade habitacional'”. Foi a fatia assumida pelos arrendatários que levou, segundo a Associação Lisbonense de Proprietários, à queda de vários negócios, já que os investidores estavam interessados na totalidade do imóvel. A associação diz que a decisão do TC põe fim a uma “aberração jurídica” e lembra que houve inquilinos a aproveitar a lei para “promover especulação imobiliária”: garantindo a quota referente ao apartamento, que era depois vendida ao investidor inicial a preços superiores.

Já a Associação dos Inquilinos Lisbonenses pede agora aos deputados “uma nova lei para repor os direitos dos inquilinos”. Romão Lavadinho recorda que a alteração surgiu numa altura em que a seguradora Fidelidade estava a vender imóveis, dando origem a despejos. Nas vendas de prédios em propriedade horizontal, isto é, divididos em frações, o direito de preferência mantém-se. A lei foi promulgada em outubro de 2018 pelo Presidente da República, após devolver a primeira versão ao Parlamento. “É uma decisão soberana que deve ser respeitada”, reagiu ontem Marcelo Rebelo de Sousa ao acórdão do TC.

SAIBA MAIS

Esquerda volta à carga

Para tentar ultrapassar os problemas de constitucionalidade, o Bloco de Esquerda vai voltar a apresentar no Parlamento a proposta inicial da lei, que prevê a divisão prévia do prédio em propriedade horizontal em caso de venda. Também o PS e o PCP lamentaram o chumbo e prometem voltar a analisar a questão.

Direita aplaude decisão

PSD e CDS-PP, que pediram a fiscalização sucessiva, aplaudiram a decisão do TC. Se os sociais democratas consideraram que foi “reposta a legalidade”, os centristas falam em “satisfação” perante a decisão.

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Magistrado apontado por prostituta alvo de inquérito

ALEXANDRE PANDA

Dona de casa de prostituição alega que juiz teve serviços sexuais enquanto assistia a depoimentos

Polémica Ana Loureiro, a dona de uma casa de prostituição em Lisboa, apontou o juiz Joaquim Manuel Silva, do Tribunal de Família e Menor…

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Lei de preferência “promoveu especulação”

Habitação Luísa Pinto

ALP congratula-se com a declaração de inconstitucionalidade da lei, em vigor, que dá preferência a inquilinos

A Associação Lisbonense de Proprietários (ALP) congratula-se com a declaração de inconstitucionalidade feita pelo Tri…

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