16/03/2023 | Imprensa, Notícias do dia
Fiscalização detetou, nas grandes superfícies, margens brutas que, nalguns produtos, atingem os 50%. E então?
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16/03/2023 | Imprensa, Notícias do dia
Diplomas aprovados durante pandemia
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16/03/2023 | Imprensa, Notícias do dia
Relação de Évora reverte decisão de juíza de instrução que tirou ex-ministro do processo
acórdão O ex-ministro Eduardo Cabrita vai responder como arguido na instrução sobre o atropelamento mortal de um trabalhador naA6. Os juízes do Tribunal da Relaçã…
16/03/2023 | Imprensa, Notícias do dia
Empresa fluvial do Tejo comprou dez embarcações elétricas mas fez ajuste direto para as baterias. "É como comprar um automóvel sem motor", entende o Tribunal de Contas.
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16/03/2023 | Imprensa, Notícias do dia
Um homem e uma mulher acusam o dirigente Pedro Pessanha de abuso sexual da filha menor. A queixa terá seguido para o MP, mas o caso tem inconsistências. O deputado diZ que a aCUSaçãO é "hedionda". Por Alexandre R. Malhado
Tudo começou no Tik…
16/03/2023 | Imprensa, Notícias do dia
É num auditório transformado em sala de reuniões, no Ministério da Educação, que se tem travado uma das negociações mais duras que este Governo tem pela frente. Entre sindicalistas, ministro, secretário de Estado, assessores e adjuntos da Educação, Adm…
16/03/2023 | Imprensa, Notícias do dia
Gestor, político e comentador, foi dirigente do PSD e era atualmente Presidente da Fundação Aljubarrota. Morreu no passado domingo, dia 12, aos 70 anos
Empenhou-se no esclarecimento das causas do desastre de Camarate, acidente que a 4 de dezembro de 1…
16/03/2023 | Imprensa, Notícias do dia
CADERNO DE SIGNIFICADOS
Nos últimos anos, as defesas dos argui dos que podem fazer resplandecer o garantismo judicial através do dinheiro, afagaram o ego de alguns dos juízes de instrução. Transformaram-nos em verdadeiros juízes de julgamento, retardaram a ação da justiça, arrastando para a lama da morosidade a credibilidade desta
A juíza Gabriela Assunção, do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, que tem a cargo a instrução do processo de Manuel Pinho e Ricardo Salgado, arrisca-se a fazer história escrevendo num acórdão aquilo que sempre foi evidente. A instrução é, por definição, um momento célere e não deve ser visto como um julgamento antecipado. É o que está escrito pela juíza ou pode ser deduzido de parte do que escreveu.
Numa espécie de triunfo do bom senso sobre o “complicómetro” jurídico, a magistrada judicial declarou a fase de instrução de um processo judicial como “um momento célere”, destinado a avaliar a suficiência dos indícios para levar os arguidos a julgamento. Por isso, não aceitou ouvir 42 testemunhas, nem apreciar uma perícia médica sobre o diagnóstico da doença de Alzheimer de Ricardo Salgado. Invoca, em favor de 1 uma boa administração o da justiça, nesta última g parte, uma razão de meridiana razoabilidade: “Não sendo invocada a possibilidade de existir uma patologia incapacitante ou anomalia psíquica aquan do da prática dos factos”, torna- ‘ -se inútil, nesta fase, a sua discussão e ponderação.
Assim, a instrução do processo da EDP, em que Manuel Pinho é julgado por corrupção, o célebre caso em que é acusado de ter sido um assalariado do universo BES/GES no governo de Sócrates, terá, basicamente, dois momentos “céleres”: as alegações das partes e a decisão da magistrada. Como sempre deveria ter acontecido.
Sejamos claros: a juíza Gabriela Assunção exerceu plenamente a sua autonomia de decisão e marcou as regras de gestão da instrução, como é sua estrita obrigação. Sempre devia ter sido assim. Não deixou, ao contrário de outros juízes de instrução, que se impusesse uma estratégia dilatória das defesas, através da indicação de dezenas de testemunhas e da discussão interminável de perícias pouco ou nada tangíveis.
Nos últimos anos, as defesas dos arguidos que podem fazer resplandecer o garantismo judicial através do dinheiro, afagaram o ego de alguns dos juízes de instrução. Transformaram-nos em verdadeiros juízes de julgamento, retardaram a ação da justiça, arrastando para a lama da morosidade a credibilidade desta, em particular tudo o que se relacionava com a fase de inquérito. Nunca foi uma coisa inocente. Muito menos o mero exercício, legítimo e constitucionalmente consagrado, de um democrático direito de defesa.
Foi, tão-só, uma aposta na criação de um pântano de recursos, incidentes, suspeições, sabendo que na perceção pública sobre o funcionamento dos tribunais quem sai de rastos são estes, não os arguidos. É nesse pântano, aliás, que medra o arrastamento processual vergonhoso dos casos de Sócrates e do chamado “universo BES/GES’, procurando a prescrição dos crimes e a inviabilização de um julgamento. É por aí, por esse caminho espúrio, que, depois, se consegue a diabolização de decisões que, para lá do seu objeto primordial, como a celeridade de uma instrução, também podem querer mitigar males maiores. Como acontece, de resto, no caso da EDP, que envolve Pinho e Ricardo Salgado, onde também se procura evitar que se queimem prazos em matéria de medidas de coação.
Na verdade, nunca se percebeu que o alarido habitualmente feito em torno das alegadas injustiças, erros ou omissões, de uma acusação, nunca procure um julgamento rápido. Nunca se percebeu que procurem apenas um triunfo na instrução, uma vitória na secretaria ou a dilação eterna dos processos. Não é saudável para ninguém. Muitas vezes, nem sequer para os clientes. Não o é para quem tem a responsabilidade de administrar a justiça, mas também nunca será para um arguido que seja efetivamente alvo de erro judiciário ou de um abuso de poder. Nesse ambiente, apenas ganharão os que, tendo consciência dos seus crimes, procurem uma manigância k processual para escapar. Todos aqueles que, por exemplo, como Manuel Pinho, acham que podem roubar à vontade e que isso não deve ser considerado pela lei, pela sociedade e pelos seus pares, mais do que um pequeníssimo ilícito fiscal, sempre suscetível de ser reparado pelo dinheiro, jamais pela frequência da hotelaria prisional. Ou como Ricardo Salgado que, pela conjugação da idade com a anomia geral, sabem já estar a salvo da justiça dos homens. O
Director-geral editorial adjunto
Eduardo
Dâmaso
16/03/2023 | Imprensa, Notícias do dia
José Carlos de Vasconcelos
— Fundador da VISÃO
O título acima ocorreu-me ao lembrar-me da primeira campanha presidencial de Ramalho Eanes, em 1976. Em reunião da comissão política, a que eu pertencia, entendeu-se que era um slogan eleitoral adequado …
16/03/2023 | Imprensa, Notícias do dia
No dia em começa o XII Congresso dos Juízes Portugueses, no Funchal, com o tema "Democracia, Direitos, Desenvolvimento", a Advocatus fez um retrato dos juízes portugueses.
Existem quase 1.800 juízes em funções nos tribunais portugueses e a m…